Diário de Escrita

Diário de escrita #4

Depois de meses, finalmente estamos de volta com o diário de escrita! ❤ Além de ficar algum tempo sem escrever (olá, bloqueio), também não sabia vocês ainda tinham interesse na série. Mas estamos de volta graças ao que produzi recentemente e também pela resposta positiva de alguns dos leitores que me seguem no Instagram (obrigada, amores!). No entanto, fiz algumas alterações no diário, além de contar minhas experiências com a construção da continuação de Draps, também vou dar um foco maior em dicas de escritas que encontrei e testei por aí! Espero que gostem! ❤

Vamos ao que interessa?

Ultimamente escrever tem sido um misto de complicado com difícil e satisfatório. Há um tempo decidi o caminho “grosso” que minha história iria tomar (afinal, mesmo sabendo aonde quero chegar e pontos fixos importantes, durante a escrita arcos novos nascem e desenvolvem — vou confessar: uma das coisas mais mágicas em escrever que existem: quando você se surpreende com aquilo que está criando e isso não vale só para ficção, em outros tipos de textos também aparecem detalhes a mais que não estávamos “esperando”), mas estava sempre travando por conta do meu perfeccionismo: tudo que eu produzia não saia de forma satisfatória logo de primeira, o que gerou o tema para o último post do diário: eu finalmente entendi que o primeiro rascunho nunca é bom o suficiente, sempre vão faltar detalhes (os quais serão inseridos na revisão), vai ficar corrido etc. O que importa é mostrar o caminho para onde queremos chegar na história, os detalhes ficam a cargo da revisão (então, se você está escrevendo e sentindo mal com resultado, lembre-se que tudo melhora quando for fazer a revisão, não de português, mas sim a revisão de conteúdo da sua obra — mais uma vez, não estou falando apenas de ficção!).

No entanto, há uma grande diferença entre descobrir e aceitar: eu demorei muito mais tempo do que pensava para aceitar que eu vou melhorar o que escrevi na revisão. Durante muito tempo, me policiei que cada capítulo precisaria ter um número x de palavras e caso eu terminasse minhas ideias com um número muito menor me frustrava e ficava ou tentando preencher com acontecimentos ou simplesmente abandonava por um tempo de frustração — porque infelizmente isso acontece muito comigo, fico decepcionada quando as coisas que faço não saem como eu quero e quero me distanciar/fugir delas porque fico realmente mal: olá de novo, perfeccionismo —, nem preciso dizer como isso me empacou, não é mesmo? Foi apenas nas últimas semanas, quando voltei a me forçar pegar em Draps2 de novo que consegui me libertar e focar apenas no pensamento — que virou meu mantra — “o primeiro rascunho nunca vai ficar como eu quero, os detalhes vão aparecer na primeira revisão, foi o que aconteceu em Draps, lembra?”. Por conta de finalmente ter aceitado esse fato, minha produção avançou e eu cheguei num ponto crucial para a trilogia!

O que me leva a outro ponto que tem me atrapalhado um pouco: por não ter me planejado de forma cuidadosa, acabo parando de produzir conteúdo novo para o livro para focar um pouco na construção do plot e aspectos gerais que quero fazer. Uma das desvantagens por ter me deixado levar pela ideia e não ter planejado tudo certinhos antes de começar a escrever.

Não é que eu me arrependa de tê-lo feito, porque Draps só ficou pronto quando eu deixei tudo que estava na minha cabeça fluir para o papel e sim, eu tenho o grosso do que vai acontecer na mente e para onde eu queria ir desde o primeiro minuto, mas alguns detalhes importantes eu deixei de lado o planejamento e vira e mexe eles me fazem falta. Eu não sei se funcionaria em um foco grande em pesquisa e planejamento enquanto minhas ideias estão fluindo, porque sinto como se precisasse colocá-las no papel de qualquer jeito, mas sinto que podia ter focado mais planejamento antes de começar a escrever mesmo: o que acho que seria muito difícil para mim, já que sou extremamente impaciente e já quero sair escrevendo antes de planejar, haha. Quando começar a escrever algo novo do zero, vou tentar (ênfase no tentar) planejar todo o plot antes de colocar a história em si no papel — o que será bem difícil porque não existe coisa melhor do que conhecer seus personagens na prática e vê-los nascendo conforme a história avança, mas também não é o correto e pode atrapalhar muito, haha.

Atualmente estou de novo com bloqueio. Cheguei num ponto que algo importante aconteceu na história e preciso de um tempo para digerir — porque sim, eu me apego à acontecimentos, personages e mudanças bruscas me deixam meio atordoada (na vida e na escrita, haha) —, superar e poder voltar a focar de novo no que vai acontecer. Quem sabe também até preciso planejar outros aspectos um pouquinho? Haha A verdade é que acabei adicionando o planejamento a desenvolvimento de escrita, mesmo não necessariamente indo para frente com o plot o que me faz pensar que eu estou sim produzindo. Agora, alguém me faz lembrar disso sempre que fico frustrada quando estou planejando ao invés de focando na história?

A escrita de Draps2 tem sido uma montanha-russa de emoções. É a minha primeira continuação, é o primeiro livro que escrevo desde que a publicação de Draps se tornou algo real. Eu sinto um pouco de pressão, eu sinto bem e profissional de certa forma e como vocês que acompanham os diários e o blog sabem, isso é um prato cheio para o meu transtorno de ansiedade gritar e me deixar nervosa. Mas com o tratamento tudo está mais fácil e estou lidando com esses medos de forma muito melhor! Estou orgulhosa de mim mesma por isso!

Mas já falei demais de mim, então vamos à algumas dicas sobre os primeiros passos de criação — aqueles que eu preciso fazer antes de começar a escrever, mas só estou fazendo durante a escrita e ficado um pouco lok, haha —, a fonte original em inglês você pode encontrar clicando aqui!

Em relação a essas dicas, queria lembrar que todo plot de ficção precisa de um protagonista e um antagonista. Não necessariamente eles são um vilão e mocinho, mas sim duas forças contrastantes que estarão sempre desafiando um ao outro. O antagonista também não necessariamente é uma personagem, mas sim a forma como a protagonista sente-se consigo mesma. Por exemplo, depressão x personagem ou até o clássico vilão e mocinho. 😉

Como balancear a construção de personagens e plot

Em relação ao objetivo

  • Plot: objetivo externo — o que a personagem vai alcançar em relação ao mundo que vive/ao plot
  • Personagem: objetivo interno — o que a personagem quer/precisa para a vida dela?

Em relação aos conflitos

  • Plot: externos — qual o conflito externo está relacionado aos objetivos das personagens protagonistas e antagonistas?
  • Personagem: internos — como o protagonista lida com o conflito interno e o que ele representa para conflito pessoal?

Em relação à evolução

  • Plot: como sua personagem vai lidar com os objetivos externos e vai responder à força antagonista no decorrer da história?
  • Personagem: como o protagonista mudará no curso da história e como a mudança será representada?

Estou de volta com o diário! A parte pessoal desta entrada ficou um pouquinho maior do que será daqui para frente porque fazia muito tempo que eu não atualizava, mas prometo que a partir de agora o foco em dicas será muito maior e trarei pelo menos 2 dicas diferentes! Espero que tenham gostado! Se sim, não deixem de comentar (de forma privada ou pública, como se sentir melhor, hehe) para eu saber se estou fazendo um bom trabalho ou não e também porque é o que me dá forças para continuar a produzindo conteúdo para o diário! ❤

2 comentários em “Diário de escrita #4

  1. Ai meu Deus, passei um tempo sem dá uma passada por aqui e perdi mais um diário de escrita! Adorei as dicas e espero que os próximos diários venham recheados delas. Agora Flavia deixa te perguntar, andei espiando seus outros post e realmente não vi nad sobre isso (se vc respondeu essa pergunta desculpa perguntar de novo), mas qual plataforma vc usa pra escrever?

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    1. Oi Laura! Poxa, eu fico SUPER feliz em saber que gosta dos diários de escrita! Sempre empolga para continuar haha. Ah, a plataforma que eu uso é o Scrivener, eu falei um pouco sobre ele em um post de dica de escrita, se quiser saber, só clicar aqui pra ler hehe!
      Obrigada pelo comentário e de novo, fico muito feliz em saber que gosta dos diários ❤
      Beijão!

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