Nível de inglês Intermediário · Resenha · V.E. Schwab

Resenha: Our Dark Duet (Monsters of Verity #2), Victoria Schwab

O mundo está desmoronando e eles também.
Kate Harper não tem medo de monstros. Ela os caça e é boa nisso.
August Flynn desejava ser humano, mas ele tem um papel a cumprir e vai fazê-lo. Não importa o preço.
A guerra começou.
Os monstros estão vencendo.
Kate terá que voltar para Verity. Augusto terá que deixá-la voltar. Um novo mostro está aguardando — um que se alimenta do caos e traz à tona o demônio interior das pessoas.
O que será mais difícil de vencer: os monstros em carne e osso ou os monstros internos?

Skoob | Goodreads | Resenha TSS

AVISO: pode haver spoiler do primeiro volume da duologia.

Quando Our Dark Duet (ODD) saiu, eu mal pude conter minha animação, não só porque amei This Savage Song/A Melodia Feroz/TSS, mas também porque a V.E. Schwab tornou-se uma das minhas autoras favoritas. Por conta disto, posso dizer que fiquei bem chateada em como a duologia Monsters of Verity foi concluída. Não, esta não é uma resenha muito positiva. Infelizmente.

O meu maior problema com ODD foi o fato de, diferente de todos os outros livros da V. que eu li, neste o desenvolvimento de personagens pareceu estagnar. Na realidade, minha sensação quando o livro acabou, foi que ficou faltando algo. Personagens secundários foram apresentados e descartados de forma brusca, o tempo que a Kate passou na cidade de Prosperity, apesar de importante para mostrar como ela desenvolveu de um livro para o outro poderia muito bem ter sido descartada e narrada rapidamente com um flashback ao invés de desenrolar por capítulos, já que quando ela retorna para Verity, tudo que passou e todos que conheceu ali simplesmente foram ou ignorados ou fáceis de esquecer.

O ponto alto do livro foi toda a volta da discussão sobre humanidade e que gira em torno do August, porque desde o final de TSS, ele passou a entender que jamais seria humano e que nem tudo é preto e branco, que na realidade não precisa ser humano para agir com humanidade. No entanto, o personagem está passando por uma pequena crise de identidade, mudou muito de um livro para o outro e não necessariamente para melhor. Digamos que ele abraçou demais o monstro de dentro de si e a frieza que tenta a agir só o deixa um tanto…chato. O August precisa encontrar seu lugar no mundo e descobrir quem ele é, mas ele passa por um longo período beirando o insuportável, o que me frustrou muito porque eu gosto muito dele.

Diferente de TSS, há um pouco de romance em ODD. Apesar de muito breve, eu não posso negar que fiquei feliz porque acredito que August e Kate tinham uma química que ia muito além de amizade durante a leitura do primeiro livro. Mas segundo um padrão não só da autora, como também do enredo, o romance não é o foco e somos presenteados por um breve momento e nuances dos sentimentos das duas personagens. No meu gosto pessoal, poderia ter mais cena dos dois como um casal, mas a maneira como o fato decorreu ocorre de forma equilibrada com o tipo de história que a V. quis contar.

Há novas personagens secundárias, mas enquanto uma delas, Soro é extremamente interessante e me deixou curiosa para saber mais sobre ela, foi pouco explorada. Já, Alice, a malchai que surgiu por causa da Kate e é apresentada em ODD, é completamente irritante. Sinceramente, eu revirava meus olhos toda vez que ela aparecia, especialmente porque ela é super importante e responsável por um dos grandes arcos finais da história.

O ODD fechou a duologia Monsters of Verity e a Victoria Schwab garantiu que não pretende escrever mais livros, mas este é um dos casos que eu adoraria mais conteúdo do universo, especialmente porque amei tanto o primeiro volume e achei este segundo tão fraco.

Se eu pudesse resumir ODD em uma palavra, ela seria raso. O livro correu demais e por algum tempo, pareceu que nada realmente estava acontecendo, quando na realidade, tudo estava acontecendo (isto faz algum sentido? Haha). Toda a dificuldade que a V. dizia estar tendo durante a escrita do livro deu para ver perfeitamente na forma que a história desenrolou. Foi um final bem amarrado e seguiu a promessa de Romeu e Julieta com monstros que tanto foi falado nas propagandas da duologia quando o primeiro volume foi lançado, no entanto, deixou com aquela sensação de que havia algo faltando.

Se você amou TSS e precisa do segundo volume, leia, mas não espere muito. Por outro lado, o primeiro volume é concluído de forma que possa ser lido independente, que é o que eu gostaria de ter feito, para ser bem honesta, haha. Por último, se você está lendo esta resenha sem ter lido o primeiro volume e gostou dos outros livros da Victoria Schwab, não deixe de ler TSS, como falei, ele pode ser lido de forma independente e vale super a pena!

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