Gwen Cole · Nível de inglês Básico · Nível de inglês Intermediário · Resenha

Resenha: Cold Summer, Gwen Cole

Hoje ele é um adolescente que abandonou a escola e sem futuro algum.
Amanhã, é um soldado na Segunda Guerra Mundial.
Kale Jackson passou anos tentando controlar a habilidade de viajar no tempo, mas nunca conseguiu. Um dia ele está em 1945, lutando na guerra como um atirador de elite e assistindo, sem poder fazer nada, os outros soldados e amigos morrerem. No dia seguinte, ele volta para o presente, quando a Segunda Guerra transformou de maneira cruel a vida moderna de Kale em Transtorno Pós-Traumático, atrapalhando o relacionamento dele com o pai e com os poucos amigos que restaram. A cada dia que passa é mais difícil esconder as feridas de guerra, emocionais e físicas.
Quando Harper, uma ex-vizinha na infância, volta para a cidade, pensamentos sobre como seria ter uma vida normal começam a assombrar Kale. Harper o lembra da pessoa que ele era antes do Transtorno, o que o ajuda a se manter no presente. Com a prática, Kale talvez poderia continuar no presente de forma permanente e nunca mais colocar os pés em um campo de batalha. Talvez ele consiga a vida normal que tanto deseja.
Mas quando Harper descobre o nome de Kale em um artigo histórico que o cita como uma das mortes na guerra, ele se dá conta que precisa aprender a controlar a habilidade de voltar no tempo para poder se salvar e ter uma chance de uma vida com Harper. Caso o contrário, ele será morto em um tempo que não pertence e por uma bala que nunca deveria atingi-lo.

Skoob | Goodreads

Cold Summer foi uma das minhas leituras favoritas deste ano! Ele é um realismo fantástico e é a narrativa ocorre em primeira pessoa, dividida entre o pov do Kale e da Harper. A forma como a Gwen Cole conduz a história é tão sensível que apesar de toda a fantasia de viagem no tempo da parte do Kale, ela poderia facilmente acontecer com qualquer pessoa.

A forma que a viagem no tempo é retratada é bem interessante, mas não espere uma explicação de cunho científico ou algo do tipo. Apesar de muito ficar em aberto em relação ao dom do Kale, a autora trabalhou muito bem para que os mistérios em relação ao assunto não necessariamente precisassem ser explicados e entendido de forma perfeita. Para ser bem sincera, eu não senti necessidade nenhuma de uma explicação.

Em relação a narrativa, ela evoluiu com calma e desenvolve de maneira lenta. Apesar de ter passagens na guerra, não há necessariamente muita ação. É um ritmo mais devagar, focando realmente em tudo os que os personagens estão sentindo ao invés de tiro, porrada e bomba (desculpa, não resisti), haha.

O livro fala muito sobre encarar os problemas de frente e a importância que é fazê-lo, apesar de parecer muito mais fácil fugir e fingir que tudo está bem. Ambos Kale e Harper passam por aspectos parecidos neste sentido e ambos precisam encarar alguns demônios de frente por toda a história, o que faz a gente pensar em como muitas vezes também age da mesma maneira e como tudo seria mais fácil se simplesmente pudéssemos ignorar os problemas e seguir em frente. Mas claro, isto não é possível e muitas vezes as consequências de ignorar são ainda piores do que encarar a dor de frente. #filosofei

O ponto alto de Cold Summer é o relacionamento entre os personagens. Tanto entre os narradores, que o romance entre eles é elaborado de forma relativamente rápida, se pararmos para pensar o tempo em que a história se passa, mas ao mesmo tempo não tem sensação de instalove, pois eles são amigos desde pequenos e desde então sentem algo um pelo outro (o que é fortalecido com diversos flashbacks); quanto pelos personagens secundários, em especial o tio da Harper, que não só sabe da capacidade do Kale, como também o ajuda como pode. O fato dele, como adulto, estar incluído na história foi realmente muito positivo para ela, já que estava acostumada com grande parte da literatura YA que tem esta mania de deixar os adultos de fora completamente.

O romance é bem presente na história e que eu simplesmente amei a Harper e o Kale como casal. Todo o background deles é super fofo e o mais legal é que não há dramas de relacionamento no livro, o que só fortaleceu para focar em questões interessantes dos personagens. O relacionamento deles os complementa, sem nenhum drama desnecessário.

Também achei que Cold Summer lembrou bastante a trilogia Os Lobos de Mercy Falls/The Wolves of Mercy Falls da Maggie Stiefvater, tanto na forma de narrativa da Gwen Cole, como também no clima da história. No entanto, por ser um ritmo mais lento, pode ser que não agrade todo mundo.

Se você gosta de realismo fantástico, personagens super interessantes e romance, com certeza precisa ler Cold Summer. E claro, se curte a Maggie Stiefvater também! Garanto que não vai se arrepender porque este livro é amor puro, verdadeiro e eterno!

2 comentários em “Resenha: Cold Summer, Gwen Cole

  1. Oi, Flavia!
    Eu me apaixonei por essa capa porque, além de linda, lembra as capas maravilhosas da trilogia Firebird.
    Quando saiu, eu coloquei na TBR mas acabei adiando a leitura. Bom saber que apesar do romance ser rápido, não é instalove (isso é algo que me desestimula)
    Amo viagens no tempo. Então com certeza vou dar uma chance a esse livro.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Participe do sorteio de aniversário do Balaio de Babados e O que tem na nossa estante

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    1. Oi Luiza! Sim! A capa de Cold Summer é simplesmente maravilhosa, é uma das minhas favoritas com certeza! Eu adiei por um muito tempo a leitura, mas no fim quando decidi ler não conseguia largar, o livro é muito bom e com uma escrita muito delicada! Espero que você goste dele também!
      Beijocas

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