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Anastasia: o musical da Broadway

Hoje vim falar de um filme de uma maneira um pouco diferente. Primeiro porque acredito que Anastasia é um filme que já passou pela vida de muita gente, já que é uma das animações mais famosas que não são da Disney (caso não conheça e gosta de animação, corre pra Netflix que não vai se arrepender, hehe). Mas como este ano ele ganhou uma adaptação para um musical da Broadway e eu tive a chance de assistir durante minha viagem para NY em julho, senti a necessidade de vir contar para vocês quais foram as minhas impressões sobre a peça e indicar para quem tiver a oportunidade de ir para a cidade e quiser uma dica de teatro ou até mesmo já deixar o terreno preparado para o caso dela ser traduzida e interpretada nos palcos brasileiros (espero que isso aconteça e que seja logo!) ❤

Neste post, vou contar quais foram minhas impressões da adaptação para o teatro, as diferenças entre animação, peça e história real e claro, contar pra vocês o motivo da Flavia adulta ainda amar tanto esta história, porque hoje minha preferência vai um pouquinho além do fato do filme ser lindo, divertido e com músicas e personagens ótimos, hehe.

Se você não faz ideia do que estou falando, Anastasia é uma animação de sucesso de 1997, da Fox que conversa com a história real do destino da família real Russa durante a Revolução. No entanto, a fantasia é muito mais presente no desenho, já que o grande responsável pelo fim dos Romanov foi Rasputin, um feiticeiro que vendeu sua alma por poder e que decide acabar com a família por vingança. Anos depois, surge um boato de que a grã duquesa Anastasia teria sobrevivido e a avó dela, em Paris, ofere uma recompensa de 10 milhões de rubros para quem encontrar a neta perdida. É claro que o resultado são diversas farsas. Enquanto isso, na Rússia, Dimitri e Vlad são dois homens que tentam encontrar uma jovem para se passar por Anastasia e serem capazes de conseguir a recompensa e encontram com Anya, uma jovem órfã que não se lembra do passado, mas tem todos os requisitos para poder se passar por Anastasia. O problema é que ela dá sinais de ser realmente a princesa desaparecida e com isso, traz Rasputin de volta para terminar o que começou.

A animação é uma das minhas favoritas da vida e passa na frente de muitas da Disney e como uma grande fã da Disney, isso quer dizer muito, haha. Além do filme ser super divertido, ele também traz uma personagem maravilhosa. Eu sempre amei a Anya e conforme fico mais velha, mais eu gosto dela. Um dos motivos é que Anastasia não é apenas um filme de princesa, apesar de girar em torno de uma.

A Anya independente, teve que se virar enquanto crescia em um orfanato e busca muito além daquilo que os outros acham que ela deve fazer, ela vai atrás dos sonhos e acima de tudo. O filme tem romance e ele é fofo e divertido (porque romance pra mim é essencial haha), mas ela não depende do par romântico e acima de tudo: não é salva por ele. Na realidade acontece justamente o oposto. Basicamente, a princesa é quem se salva em Anastasia!

Como grande fã, posso dizer que estava com medo e muito animada com a peça. O motivo do meu medo era que eu já havia descoberto que adaptação mudou muitos aspectos do desenho que está no meu coração e claro, não tem como não ficar com medo e eu tenho certeza que este fato pode desagradar fãs que esperam ver a animação uma espécie de live action teatral (?). Mas calma, vou explicar por que eu amei as mudanças!

Para começar, o desenho não é lá muito fiel aos fatos. Ele muda datas, tomou liberdades demais para tornar uma fantasia e digamos que chuta um pouco o balde se tratando da história. A peça faz o inverso, ela é basicamente o desenho se ele fosse fiel aos fatos, ela fala da Revolução Russa e do comunismo e a vida na Rússia como um todo. Não há exatamente mocinhos ou vilões, talvez o próprio comunismo seja uma espécie de vilão ali (já que estamos falando de uma produção estadunidense, não é mesmo?). Ela também fala muito mais abertamente sobre descobrir a si mesmo e o caminho que trilhamos para este fato.

Ok, tanto a peça como o desenho falam sobre descobrir a si mesmo, mas a peça eu diria que é uma versão mais madura do desenho. Os atores dão vida em carne e osso aos personagens do desenho com maestria e as mudanças feitas só me agradaram: o próprio “vilão”, Gleb é tem muito mais profundidade que o Rasputin do desenho, a humanidade dele o deixou mais assustador e incrível; o Vlad continua simpático e um tanto malandro, mas a malandragem dele ganha outros rumos e perde um pouco da inocência do desenho. E claro, o Dimitri (porque né, como não falar sobre ele?) ganhou um background explorado, ou seja, a gente sabe sobre as origens dele e ele tem muito mais presença na peça.

O que me fez falta, no entanto? Bartok e Pooka, os sidekicks que infelizmente não tiveram espaço (especialmente o Bartok, que ficaria completamente fora do lugar, já que a versão para o teatro não tem fantasia como a animação).

As músicas. Praticamente todas as músicas do desenho estão lá, com algumas alterações em algumas e a ordem em que elas aparecem também estão fora do lugar. Espere por Viagem ao Passado/Journey to the Past no ponto mais alto de um musical ao invés de praticamente na abertura, por exemplo. Também há novas canções que são lindíssimas e para completar, o Dimitri e a Anya têm não apenas um, mas dois duetos e eles são lindos e dão ainda mais carga para o relacionamento deles!

Se eu tivesse que descrever o musical Anastasia em uma palavra em comparação a animação seria: maduro. Ele é muito mais maduro do que o filme, mas captou tudo aquilo que eu amava nele e trouxe para sua versão, então, essa fã não tem do que reclamar. A releitura do desenho foi maravilhosa e a conversa com a história real também.

Amei Anastasia e acho que a peça correspondeu a todas minhas expectativas, até as ultrapassou, para ser bem sincera. No entanto, pode acabar decepcionando um pouco os fãs mais fervorosos e que se prendem demais aos originais. Eu tenho minha lista de musicais favoritos da vida e Anastasia já está no topo dela junto de Wicked! Espero que tenha uma montagem brasileira e que, num futuro, também haja uma adaptação cinematográfica também!

Vocês gostam de Anastasia também? Teriam vontade de assistir à peça mesmo sabendo das diferenças?

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