Parcerias · Resenha

Resenha: 1977: Enfield, Guy Lyon Playfair

Enfield, subúrbio de Londres. Na fria noite de 31 de agosto de 1977, a vida de uma família simples e comum mudaria para sempre. Pequenas batidas e sons inexplicáveis, móveis caindo sem nenhum motivo aparente, esse parecia um verdadeiro caso de poltergeist. Desde os primeiros dias, os pesquisadores de atividades psíquicas Maurice Grosse e Guy Lyon Playfair — que viveu muitos anos no Brasil, pesquisou a vida do médium Chico Xavier e tem experiência e conhecimento profundos sobre a popularização do espiritismo e o sincretismo cultural do nosso país — acompanharam o caso e conseguiram documentar mais de seiscentas páginas de transcrição de fitas cassetes e registros em vídeo dos surpreendentes e assustadores eventos, aqui relatados exatamente como aconteceram.
Há anos, o caso Enfield é considerado um marco entre os episódios sobrenaturais mais bem documentados, chamando até hoje a atenção da mídia britânica e internacional, de diversos outros pesquisadores e, inclusive, de Ed e Lorraine Warren, além de ter inspirado os filmes Poltergeist e Invocação do Mal 2. Contudo, apenas com 1977 – Enfield é possível conhecer todos os detalhes do início ao fim deste caso que durou três anos — e com um final tão surpreendente quanto os das melhores histórias de terror.

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Mais um livro sobrenatural pra vocês, haha. Quem acompanha o blog, sabe que eu adoro essas histórias sobrenaturais e adoro ler sobre elas, então quando descobri que a DarkSide ia traduzir o livro de Guy Lyon Playfair, eu precisava dele. Por isso, foi minha escolha para leitura da parceria! Dessa vez, vou fazer a resenha um pouquinho diferente, vou falar sobre o livro e o que achei dele e depois vou trazer algumas coisinhas extras para saber mais sobre o caso! Espero que gostem!

O caso Enfield é super famoso, se você gosta de saber sobre o assunto, com certeza já ouviu falar dele. E se prefere ficar apenas nos filmes de terror, também já porque foi o tema para o Invocação do Mal 2 (apesar dos Warren terem apenas dado um oi nesse caso e a participação — nula — deles estar cercada de polêmicas). Existem milhares de fotos pelo google (é só digitar Enfield no google imagens) que foram documentadas durante a investigação, documentários, filmes, minisséries, tudo com base nessa história.

O livro conta exatamente o que aconteceu no tempo que Guy Lyon Playfair acompanhou a família Hogson enquanto todas as atividades aconteciam. Ele começa contando um pouco da história do investigador Maurice Grosse, que foi quem o convenceu a participar do caso. Quando li as primeiras páginas sobre ele, pensei que não fazia muito sentido, Playfair se aprofundar tanto assim no companheiro, mas no final, temos a explicação para tantos detalhes e ela é bem interessante.

Eu já tinha assistido muitos documentários, programas e lido sobre o caso Enfield quando peguei o livro, ou seja, sabia de muitas coisas sobre o caso, mas o livro contado direto do ponto de vista de alguém que esteve realmente presente lá (e não só usou o livro como base ou os relatos), foi realmente bem interessante. Apesar de meio chato em alguns momentos, vou confessar. O motivo? Ele relata literalmente tudo. Desde os fenômenos mais entediantes, até os mais assustadores. Então, digamos que como é um relato de uma pessoa real e não um filme de terror, existem muitas passagens que não prendem atenção de alguém que não está fazendo uma análise de estudo paranormal, digamos. No meu caso, como leiga e querendo logo as coisas mais assustadoras, os relatos mais “sem graça” e algumas passagens do cotidiano me deixaram um pouco entediada.

No entanto, dá para entender a importância dessas passagens menos “grandiosas”, digamos assim, elas ajudam a compôr o cenário inteiro e até mesmo a observar a discussão de Lyon consigo mesmo sobre o que estava vendo era real ou era uma farsa criada pela família, para se mudar, para chamar atenção ou o que fosse. Por isso, diversas vezes, pelo o livro ele escreve coisas como “eles não poderiam estar mentindo porque eu vi acontecer e não tinha como alguém fazer tal coisa”. Ou seja, mesmo as partes mais monótonas foram importantes para compor o caso no geral e valeram a pena, porque também nos lembra que o livro é a descrição de algo que ocorreu na vida do autor e que na vida real, nem tudo é chocante e assustador e intenso como nos filmes. Verdade ou não, o relato dele realmente segue como a vida real é: às vezes monótona.

O ponto mais baixo do livro para mim foram as imagens escolhidas. Em preto e branco, a qualidade não é das melhores, mas como eu falei lá em cima, a internet está cheia de imagens do caso que dá para ver enquanto acompanha a leitura. Então, é algo fácil de se deixar para lá! Mas vou confessar que queria um pouco mais de imagens no próprio livro, especialmente porque existem tantas mais interessantes? Mas eu só sei disso porque como eu disse, eu já tinha pesquisado sobre o caso muito antes de ler o livro, hehe.

Também claro, preciso finalizar essa resenha falando sobre a tradução, porque né. O texto foi traduzido de forma que fica bem fácil de gostoso de ler, assim como também prende. Eu costumo gostar muito das traduções da DarkSide e dessa vez não foi diferente, gostei muito do trabalho da Giovanna Louise Librarlon!

Se você gosta de acompanhar relatos e casos reais sobrenaturais, o Enfield é com certeza uma pedida ótima, praticamente obrigatória, já que é um dos casos mais famosos do mundo de poltergeist!

Curiosidades

Para finalizar, eu trouxe aqui um especial feito pelo canal/site Assombrado (que é um lugar que eu gosto muito de acompanhar para saber de coisas sobrenaturais assim, hehe) e um documentário sobre o caso. Além disso, também existe uma minissérie de 2015 que conta a história (e que estou louca pra assistir agora) e vou deixar o trailer pra vocês, ela é estrelada pelo Timothy Spall, o Rabicho de Harry Potter

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