Ashley Poston · Nível de inglês Básico · Resenha

Resenha: Geekerella, Ashley Poston

Era uma vez, tudo pode acontecer em uma convenção…
Quando a geek Elle Wittimer descobre um concurso de cosplay patrocinado pelos produtores de Starfield, ela precisa participar. O primeiro preço é um convite para o baile ExcelsiCon Cosplay Ball e um meet and greet com o ator escalado para o papel de Carminder, o Príncipe da Federação no reboot da série para o cinema. Ela tem economizado cada centavo do trabalho no food truck Magic Pumpkin em segredo da madrasta e vencer o concurso poderia ser o seu bilhete da sorte para ir embora de uma vez por todas (isso sem mencionar o sonho de qualquer fangirl).
O astro teen Darien Freeman não poderia estar menos desanimado com a ExcelsiCon desse ano. Ele costumava viver pelas convenções, mas agoras elas não passam de sessões de fotos de deixarem o queixo doendo de sorrir e meets and greets desconfortáveis. Interpretar o Príncipe Carminder é tudo que ele sempre quis, mas o exigente fandom de Starfield já o rejeitou e o considera apenas mais um rostinho bonito. Quando a data da ExcelsiCon se aproxima, o nerd enrustido Darien se sente cada vez mais uma farsa. Até que ele conhece uma garota que o faz sentir de outra maneira…

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Geekerella, um retelling contemporâneo de Cinderella (como o título já diz), foi uma das minhas leituras favoritas desse ano! Ele é narrado no pov da Elle e do Darien e é super fofinho! O livro representa de maneira fiel o que é ser fangirl e participar de um fandom, quando eu comecei a ler, simplesmente não conseguia mais parar. Não só a história me conquistou por completo, como também todas as referências a Harry Potter, Doctor Who, Star Wars etc foram incríveis.

Uma das características que mais me marcaram nesse livro foi a inversão de papéis: nele, a pessoa insegura como estava acostumada a ver, é o Darien e não a Elle. Mas vamos explicar melhor, a Elle tem sim inseguranças e passou por uma situação bem chata que a abalou bastante e a fez pensar que não é boa o suficiente, mas as preocupações dela na realidade são outras. Como o fato de ter que lidar com a madrasta má (Cinderella, né gente), que sempre a coloca para baixo e a faz se sentir um fardo, ou também o problema para deixar qualquer pessoa se aproximar, já que ela perdeu todos que ama e morre de medo disso acontecer de novo. Ela não tem digamos “tempo” para pensar tanto em como é insegura em relação a si mesma e garotos (apesar dela demonstrar preocupação com isso em diversos momentos do livro sim).

Já o Darien, por ser ator e ser mais conhecido pela beleza (especialmente o corpo), é um poço de insegurança em todos os sentidos. Ele tem medo de ser apenas um rostinho bonito e que ninguém o veja além disso, tem medo de falhar no papel de Carmine e pensa que nunca será bom o suficiente para ele, e vive se preocupando com que os outros pensam dele ou como não pode confiar praticamente em ninguém ao seu redor pelo fato de ser famoso e todos parecerem se preocupar mais com a próxima manchete que ele poderia causar.

Se você também gosta de livros com representatividade, o Geekerella também não decepciona! Um dos narradores, o Darien é negro e temos também personagens LGBTs com destaque importante e um arco próprio (inclusive, estou torcendo para um spin-off de um certo casal que shipped forte, mas que vou evitar entrar em detalhes por motivos de spoilers). Todo o plot em relação às diferenças desses personagens foi bem construído e deu só um toque a mais para o livro ficar ainda melhor!

Eu também gostei muito de como a Ashley Poston trouxe a Cinderella para o contemporâneo, ele tem uma pegada bem do A Cinderella Story (a Nova Cinderela, com a Hillary Duff, lembra?) e toda a construção foi bem bolada. É fácil reconhecer todos os personagens do conto-de-fadas, mesmo que eles não tenham magia e sejam um tanto diferentes. Ela tomou liberdades no retelling que gostei muito (inclusive, meu tipo de retelling favorito é esse, haha). Além do mais, o mundo de um fandom não precisa de magia assim, ele já tem sua própria mágica, não é mesmo? Haha.

Geekerella, além do romance, tem um arco bem interessante para mostrar como é importante a gente deixar as pessoas se aproximarem e que por mais que seja assustador, se abrir para o próximo é algo que pode ser maravilhoso e que às vezes, a gente pode se sentir sozinha no universo, mas precisa olhar um pouquinho além da dor e do medo para ver que as coisas não são bem assim. Ele também retrata a importância de um fandom na vida de uma pessoa e como é bom encontrar um refúgio em um universo assim, que esse escape da realidade não significa que vivemos constantemente alienados e em um universo paralelo.

Se você faz parte de um fandom, com certeza vai se sentir abraçada de uma forma especial por Geekerella (e quem sabe, também querer um Darien na sua vida, haha). Caso não faça, mas gosta de contemporâneo e retellings, dá uma chance que esse livro não vai decepcionar! É muito amorzinho!

E uma boa notícia para quem não lê em inglês: a tradução sai dia 30 (de junho de 2017, caso esteja lendo isso do passado ou do futuro, hehe) com o título de Geekerela (e a mesma capa) pela Intrínseca.

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