Dica de livro · Nível de inglês Intermediário

Luca realized that she was a thing of horror, a beautiful thing of horror

Dotado de beleza e inteligência fora do comum, Luca Vero foi visto com desconfiança durante toda a vida… até que o jovem é acusado de heresia. Para escapar da fogueira, aceita se tornar membro de uma Ordem misteriosa cujo objetivo é investigar estranhos relatos que assombram o mundo cristão. Para vencer seus inimigos, Luca se une a uma aliada improvável – Isolde, de 17 anos, fora aprisionada como abadessa de um convento cujas freiras sofrem constantes ataques de histeria. Além disso, os dois precisam combater a crescente atração que sentem um pelo outro. Ou podem acabar num inferno jamais imaginado.

Skoob | Goodreads

Changeling é o primeiro trabalho YA da famosa autora de romances históricos, Philippa Gregory. Eu li há alguns anos atrás e foi um livro que realmente me deixou bem encantada e marcou bastante — apesar de ainda precisar ler as continuações (meu problema é: a demora da autora para escrevê-las, então decidi esperar até tudo estar prontinho para seguir em frente, vou ter que reler o primeiro, mas ok) —, é realmente uma leitura que vale a pena e estou desde então querendo ler mais livros dela, mas nunca sei por qual começar, então se alguém aí for fã e quiser me dar uma dica, estou aceitando, haha.

Por isso, decidi indicar o Changeling aqui no blog no dia de hoje. Porque, se você curte ou a Philippa Gregory, ou romances históricos com fantasia, ele definitivamente é um livro que merece ser lido, afinal, Gregory é considerada a rainha dos romances históricos por muitas pessoas. E deixa eu falar, a mulher escreve, hein? A única coisa que eu reclamo um pouco: o romance podia ser mais presente, haha. O QUE EU POSSO FAZER? SOU A LOUCA DOS ROMANCES, MINHA GENTE.

Para finalizar, traduzi 3 perguntinhas de uma entrevista sobre a escrita de Changeling e como foi escrever um livro YA que a autora fez para o site Historical Novel Society (se você quiser ler a entrevista inteira, em inglês, é só clicar aqui). Só tomei a liberdade também de dar uma cortadinha nos comentários um pouco preconceituosos do site em relação à literatura YA, porque né, a gente não é obrigado a ler isso…

Pergunta: Vocês descreveu Changeling como uma experiência libertadora, mas encontrou algum desafio específico enquanto escrevia uma história voltada para o público jovem? E o que foi mais gratificante na jornada criativa por trás do livro?
Philippa Gregory: Foi maravilhosamente libertador porque com personagens e uma história fictícios, pude escrever puramente como romancista. Os eventos que eles vivem são historicamente realistas porque estão registrados na história da Europa Medieval, mas os eventos exatos e a resposta dos meus personagens em Changeling são fictícios. Isso significa que foi muito mais rápido e prazeroso de escrever. Eu não mudei meu estilo para que ele pudesse se encaixar nos padrões de histórias escritas para jovens adultos, acho que fazê-lo seria algo condescendente, então eu escrevi a história que queria escrever sem pensar no público alvo, como sempre faço.

P: Há diversos temas poderosos e universais costurados em Changeling: o conflito entre o bem e o mal, sanidade e loucura, a busca pela verdade e o medo do fim do mundo…tudo contra o contexto do choque de culturas Cristã e Muçulmana enquanto a Europa Renascentista começa a surgir. Você vê esses temas presentes nos futuros livros da série? O Luca e a Isolde vão aparecer de novo?
P.G: É sobre isso que a série fala e o que tornou os livros tão interessantes de escrever. Os quatro personagens principais vão encontrar seus destino no decorrer da série.

P: Embora Changeling seja considerado um livro YA e a série Cousin’s War, adulta, em ambos há o forte elemento de bruxaria, especialmente em The White Queen e The Lady of Rivers. Esse tema parece lhe fascinar como autora — é um ponto de partida em algum dos seus trabalhos de escrita mais bonitos, ricos e envolventes. Você poderia explicar como essa fascinação ou afinidade surgiram? Há alguma experiência pessoal que fez a bruxaria ser tão significante para você ou foi algo difícil de pesquisar?
P.G: É fácil pesquisar sobre bruxaria, já que historicamente há diversos julgamentos e acusações de bruxaria, além da igreja escrever muito contra o assunto. É mais difícil saber o que aconteceu realmente nas vilas e nas cortes porque eram práticas secretas. Quando as pessoas eram acusadas e confessavam sob tortura, eles confessavam aquilo que a Igreja acreditava que estava acontecendo. Assim como muitos historiadores, eu acredito que o que estava realmente acontecendo era algo diferente. A bruxaria era uma preocupação central no mundo medieval, então é claro que preciso escrever e pensar sobre o assunto. Quanto a ser algo inconsciente ou não. Eu acredito que todo escritor de ficção está ciente do funcionamento da mente inconsciente e do mundo invisível, porque é esse o lugar onde nós fazemos nosso trabalho.

Ah, se você não quiser ler em inglês, a Galera publicou a tradução do Changeling, que recebeu o título de O Substituto! 😉

Você já leu algum livro da Philippa Gregory ou o Changeling?

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