Nível de inglês Intermediário · Resenha · S. Jae-Jones

Resenha: Wintersong, S. Jae-Jones

A última noite do ano. Agora, os dias de inverno começam e o Rei dos Duendes vem para a superfície procurando por sua noiva…
Durante toda a vida, Liels ouve histórias do belo e perigoso Rei dos Duendes. Elas deslumbraram sua mente e espírito, assim como também inspiraram suas composições musicais. Mas com 18 anos e ajudando a manter a hospedaria da família, Liesl não pode evitar de sentir que seus sonhos musicais da infância estão cada vez mais distantes.
Mas quando a própria irmã é levada pelo Rei dos Duendes, Liesl não tem escolha a não ser partir para o Underground para salvá-la. Atraída pelo estranho e cativante mundo em que ela se encontra — e também pelo homem que o governa —, Liels logo precisa enfrentar uma decisão impossível. E com o tempo e leis antigos contra ela, ela deve descobrir quem realmente é antes que seu destino seja selado.

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Sabe aquele livro que você quer muito gostar, que praticamente se obriga a isso, mas que no fim das contas a gente se dá conta que não pode fazer isso? Então, infelizmente, esse é o caso.

Wintersong é um retelling do filme O Labirinto (aquele dos anos 80 com o David Bowie ❤ no papel do Rei dos Duendes — mas que na verdade, Goblin não é exatamente um duende, é uma outra coisa, mas enfim haha). E nesse ponto, ele consegue se manter como um bom retelling: tem a mesma atmosfera sombria (nunca vou entender como aquilo foi vendido como um filme infantil, eu MORRIA de medo, mas adorava haha) e a mesma sensação que o filme passa. Ou seja, um ponto positivo. Yay.

No entanto, os problemas que começam a aparecer depois da primeira metade do livro (que por sinal, é a melhor parte dele: não é tão parado e é bem melhor desenvolvida), acabam deixando a leitura arrastada onde nada acontece realmente. O motivo? Eu sinto que a S. Jae-Jones quis criar um gancho para um possível segundo volume, mas que para ele acontecer, precisava ir bem de vendas etc. Ou seja, ao mesmo tempo que tudo se resolve, muita coisa é explicada e desenvolvida de forma superficial, o que empobreceu totalmente o plot.

Digamos que é uma leitura bem parada, focada muito no relacionamento da Liesel e o do Rei, mas que ao mesmo tempo nada se aprofunda realmente e acaba ficando cansativo. A própria Liesel que começou uma personagem interessante, ela não é bonita, quase ninguém valoriza ela e para completar: é invejosa e sofre por causa disso.

Ou seja, é uma personagem bem humana que não só chega a incomodar um pouco, como também faz com que muita gente não goste dela justamente por isso. No meu caso, eu adorei essa construção e poderia ter tanta coisa feita com ela…mas não, chega num ponto que é só romance e só mimimi da parte dela e ela negando quem realmente é o tempo todo.

A mesma coisa coisa acontece com o Rei Duende/Goblin King. O livro praticamente gira em torno dele, muitas informações em conta-gotas são dadas sobre sua origem, quem ele é e ao mesmo tempo…nada é realmente aprofundado. Um dos grandes sinais de que desde o início, o standalone não era a verdadeira intenção da autora, que já tem anunciado um companion no GR com lançamento previsto pro ano que vem.

Lá pelo final, eu realmente não via a hora de terminar e pegar outra coisa pra ler porque não tem outras palavras pra descrever Wintersong senão CANSATIVO e que não chega direito a lugar algum, pelo menos não dá essa sensação, apesar de ser finalizado de forma fechada, mas que ainda abre espaço pra ser mais explorado — se é que isso faz algum sentido, haha.

Outra coisa que imagino ter feito a qualidade da história diminuir é o fato que inicialmente, Wintersong era para ser um livro adulto, mas foi reformulado para caber nos moldes YA, apesar dele ainda assim ficar maduro se comparado a alguns livros do gênero (a verdade é que acho que muitos livros são vendidos como YA, mas não o são, mas isso é assunto pra outro post, haha). Não sei se Jae-Jones só precisou diminuir o conteúdo sexual explícito do livro ou se também mudou algumas coisas relacionadas ao plot, se sim, isso faria todo sentido, haha. De toda forma, ele não vai agradar uma grande parte dos leitores de YA (especialmente os mais novos) e vai repelir muitos leitores adultos que poderiam gostar por causa do rótulo negativo que o gênero ainda tem (infelizmente).

Wintersong tinha de tudo para ser um bom livro. No entanto, faltou explorar e aprofundar melhor personagens e até mesmo o desenvolvimento da história, que acabou ficando maçante, especialmente no final do livro. Ele é bom até certo ponto, depois disso parece apenas desandar…e decepcionar. A ponto que eu considero muito se leria um companion dele.

Se você gosta de romance acima de tudo e d’O Labirinto, poderia dar uma chance ao Wintersong. Mas eu não indico que vá com muitas expectativas para o livro e esteja preparadx para momentos bem arrastados.

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