Heather W. Petty · Nível de inglês Básico · Nível de inglês Intermediário · Resenha

Resenha: Lock & Mori, Heather W. Petty

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SINOPSE

Nos tempos atuais, em Londres, dois brilhantes estudantes do ensino médio se conhecem: Sherlock Holmes e a senhorita James “Mori” Moriarty. Um assassinato é o que os aproxima e a verdade é o que podes separá-los.
FATO: Alguém foi assassinado no Regent’s Park em Londres e a polícia não tem pistas.
FATO: A senhorita James “Mori” Moriarty e Sherlock “Lock” Holmes deveriam estar estudando numa noite de semana. Em vez disso, estão fora de casa invadindo uma cena de crime.
FATO: Lock desafiou Mori a resolver o caso antes dela. Desafio aceito.
FATO: Apesar de concordar com a única regra de Lock — que todas as pistas devem ser compartilhadas —, Mori está escondendo coisas.
OBSERVAÇÃO: Às vezes você não pode confiar assuntos do coração nas pessoas mais próximas. Depois desse caso, Mori talvez nunca mais confie em Lock novamente.

Skoob | Goodreads

OQUEEUACHEI

Lock&Mori foi o segundo retelling de Sherlock Holmes que li esse ano. Com isso, me dei conta que prefiro esses livros aos originais (desculpe Sir Arthur Conan Doyle, mas seus livros não são do meu gosto) — ou então séries que adaptam esse universo —, em especial quando eles têm uma pitadinha de romance e sejam YA, hehe.

Em outras palavras eu gostei bastante de Lock&Mori, mas tenho um pequeno arrependimento: ter lido primeiro o A Study in Charlotte. O motivo? O Study é realmente uma homenagem aos contos originais, com muitas e muitas referências (você pode ler minha resenha dele clicando aqui), enquanto o Lock&Mori, apesar de ter uma base grande nos originais, deixa um pouco a desejar nesse quesito e foi impossível não comparar os dois enquanto fazia a leitura.

No entanto, o livro é realmente interessante e prende do começo ao fim. Em especial, em descobrir mais sobre os crimes e tudo que a Mori vai descobrindo e escondendo do Lock. Quem narra o livro inclusive é a Mori e tudo é contado em primeira pessoa, então temos a visão apenas dela, em especial entendendo como ela poderia vir a tornar-se, de certa forma, o personagem que conhecemos dos contos. Ou seja, temos a formação de uma antagonista — isso não é spoiler.

O único problema que encontrei em termos de narrativa é o fato da autora, estadunidense, tentar escrever com inglês britânico. Ficou um pouco forçado, ficou um pouco formal demais — se você, assim como eu, aprendeu o inglês britânico ou consumiu livros escritos por autores britânicos o suficiente, com certeza vai conseguir enxergar isso que enxerguei.

Além disso, Lock&Mori também traz uma visão um pouco diferente das outras (tantas) adaptações de Sherlock Holmes: não é narrado no ponto de vista do Watson e sim de uma pessoa que tem o mesmo nível de Holmes. Ou seja, de certa forma, os dois personagens são “iguais” ou um tão brilhante quanto o outro e não aquela ideia de que Sherlock é sempre um pouco “superior” do que o Watson. Lock e Mori são iguais, se complementam, mas suas escolhas é o que os afasta e os transforma em opostos. Nesse primeiro livro, começamos a acompanhar isso acontecendo e as escolhas de Mori faz é o que provavelmente, nos próximos volumes vão transformá-la em algo bem parecido com o original: uma vilã.

Um ponto negativo em Lock&Mori é o fato do grande mistério não ser tão misterioso assim. O assassino é fácil de descobrir — basicamente lendo a sinopse e os primeiros capítulos do livro já é possível ter uma ideia de quem ele é — e as revelações, que deveriam ser surpreendentes não surpreendem justamente porque é meio que esperado algo assim para dar uma base nos próprios personagens.

No entanto, a formação de Mori é interessante de acompanhar, assim como suas escolhas (apesar de eu ficar bem estressada e me questionando o motivo dela não dividir tudo com o Lock, mas ao mesmo tempo é exatamente isso que vai fazer com que ela trace um caminho tortuoso). Eu tenho um fraco por antagonistas e quero muito saber o que vai acontecer com ela.

Tem bastante romance em Lock&Mori e apesar de gostar do entrosamento dos personagens, algumas coisinhas me incomodaram: Lock é retratado como fofo e apesar de gostar muito dele, fiquei um pouco incomodada pelo fato dele se distanciar demais do personagem original — eu sei que uma adaptação nem sempre é fiel e sou a favor de diversas mudanças, mas a verdade é que Sherlock Holmes sem ser completamente antissocial e estranho não é Sherlock Holmes —, assim como também faltou um pouco de base no relacionamento dos dois porque ficou um tanto instalove pro meu gosto. Por outro lado, imagino que a autora esteja criando um Lock mais vulnerável que deverá mudar com o passar dos livros. Preciso ler o segundo volume para descobrir se essa minha intuição está certa, haha.

NOTAMUITOBOMCONSIDERACOESFINAISLock&Mori é um livro extremamente divertido e que é difícil de largar quando as coisas começam a esquentar: a gente quer descobrir mais sobre os assassinatos e todas as relações com ele, assim como quer descobrir como a Mori vai se tornar inimiga de Lock e claro, torce até o fim pelo casal.É o melhor retelling de Sherlock Holmes? Não. Mas não significa que não seja ruim. Também vale lembrar que é um retelling YA e ele não apenas é uma cópia dos contos originais, como também vai seguir o seu próprio caminho, aquele que a autora decidiu tomar. Se você for ler, pensando que vai pegar uma espécie de continuação dos originais, com certeza vai se decepcionar.

RECOMENDOIndico o livro para quem tem interesse em Sherlock Holmes e gosta de retelling YAs. Só, como falei ali em cima, indico fazer a leitura com a mente aberta para mudanças e no fato de que o livro é um YA. Mesmo se você já leu algum dos contos e não gostou, mas tem interesse no tema, acho que vale a pena dar uma chance também! 

 

ASSINATURAFLAVIA

3 comentários em “Resenha: Lock & Mori, Heather W. Petty

  1. Eu amoooo Sherlock Holmes e quando fiquei sabendo desse livro, fiquei louca de vontade de ler. Imagino msm q os personagens sejam diferentes, até mesmo pq são mais jovens q os q o original retrata, e é uma oportunidade e tanta de ver esse desenvolvimento até lá! gostei mto da resenha, quero ler urgentemente 🙂
    bjs

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    1. Oi Isabella! Eles são bem diferentes dos originais e não só por causa da idade, então esteja preparada pra isso, esse livro a autora teve bastante liberdade pra mudanças, mas a gente consegue enxergá-los ali sim! Espero que goste quando ler! E depois, indico ler o A Study In Charlotte, porque em termos de se manter ao original esse é o melhor dos dois!
      Beijos!

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