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Resenha: Labyrinth Lost, Zoraida Córdova

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SINOPSE

Nenhum aniversário está completo sem uma convocação dos espíritos dos parentes mortos.
“Caio de joelhos. Estilhaços de vidro, velas derretidas e o contorno de penas queimadas são tudo o que sobrou ao meu redor. Cada uma das pessoas que estavam na minha casa, minha família inteira, se foram.”
Alex é uma bruja, a bruxa mais poderosa em gerações e ela odeia a magia. Na celebração de seu Deathday, Alex executa um feitiço para se livrar de seu poder. Mas ele ricocheteia e toda sua família desaparece no ar, deixando-a sozinha com Nova, um brujo que ela não pode confiar e cujas intenções são tão obscuras quanto as marcas em sua pele.
O único jeito de conseguir sua família de volta, é viajar com Nova até Los Lagos, um reino intermediário, tão obscuro quanto o Limbo e tão estranho quanto Wonderland.

Skoob | Goodreads

OQUEEUACHEI

Labyrinth Lost foi um daqueles livros com altos e baixos. Por um lado, eu simplesmente adorei todo o universo e mitologia criados pela autora, todo o foco na cultura latina e toda representatividade existente ali. Por outro, diversas coisinhas acabaram me incomodando um pouco.

A começar pela Alex. Ela é uma daquelas personagens que precisam passar por um baque para poder crescer. Ou seja: a típica narradora extremamente irritante e que muitas das coisas das quais ela reclama, é aquela coisa de não valorizar o que tem etc.

Resumindo: ela é chata, bem chata. Talvez um dos maiores defeitos seja o grande motivo dela odiar sua magia e tudo o mais, apesar de extremamente plausível, a sensação é que quando tudo é explicado, falta algo para que o sentimento da personagem passe de forma mais forte para o leitor, fica tudo meio…ok, coisas ruins envolvendo o poder da Alex aconteceram, mas em nenhum momento há uma explicação/justificativa de base forte para fazer a gente sentir a mesma coisa que ela, se é que isso faz algum sentido.

No entanto, a personagem cresce muito com o passar da história e esse crescimento é o que não a torna tão insuportável assim, vamos dizer, haha. Ela evolui bastante e acaba aceitando a si mesma, seus poderes e toda sua história familiar de forma muito interessante, o que faz não só a gente gostar dela, como também ficar curiosa com o que vai acontecer nos próximos livros.

Por muito tempo, Labyrinth Lost me irritou bastante e foi um pouco difícil entrar de cabeça na história. No entanto, conforme a leitura foi evoluindo, eu me vi cada vez mais interessada, em especial, como já falei ali em cima, por conta de todo esse universo das brujas que Córdova criou. Para mim, esse novo universo foi o ponto mais alto do livro, além de toda representatividade existente nesse livro: a personagem principal é latina, o universo criado pela a autora é com base na cultura latina (e vamos dizer, que para um livro lançado nos Estados Unidos, isso é algo grande e como nós, brasileiros, também somos parte do universo latino, é algo bem legal de se observar).

No quesito personagens e a relação entre eles, a coisa ficou um pouquinho complicada. Há ali a família da Alex, quem ela realmente não valoriza nem um pouco, que ama; Rish, a melhor-amiga da narradora, que por um lado parecia prometer algo realmente legal, mas foi uma personagem um tanto…perdida, além de toda relação dela com a Alex ter sido construída de maneira que no final das contas, soou um pouco superficial e faltou química depois de vermos elas tanto tempo juntas; Nova o misterioso menino, que para mim foi o melhor personagem da história, quem tem um pouco mais profundidade; e a grande vilã, The Devourer que eu simplesmente apenas observei de longe, esperando uma criação melhor, mas não rolou. Ela era um tanto rasa, no ponto de até tornar-se…patética em alguns aspectos.

Quanto ao romance, ele existe e é bem presente de certa forma. Mas vou deixar para falar sobre no final porque para aprofundar isso, eu teria que dar alguns spoiler pequenos, não em relação ao plot e sim aos personagens como um todo, porque existe um pequeno…suspense ali. Então, vou parar por aqui, se você quiser saber o que achei disso, é só continuar no fim da resenha que vou voltar a abordar o assunto, hehe.

NOTAOK

CONSIDERACOESFINAISLabyrinth Lost é realmente muito bom por sua representatividade, um assunto que está sendo muito falado hoje em dia e diversas pessoas cobram isso cada vez mais, além de todo o universo criado por Córdova, nesse ponto, ele é maravilhoso e eu realmente pretendo dar uma chance para o próximo volume porque o final foi bem promissor.
No entanto, os personagens e seus relacionamentos são muito fracos e precisam ser melhorados e vou torcer por isso!

RECOMENDOSe você gosta desse universo de bruxos e bruxas e quer conhecer uma fantasia urbana com uma pegada diferente e acima de tudo, com foco no universos latino, com certeza deve dar uma chance ao Labyrinth Lost. Ele tem pontos baixos? Sim, mas vale a pena no fim das contas!

Aviso: o spoiler em relação aos personagens/relaciomentos começa aqui

Como eu falei ali em cima na resenha, Labyrinth Lost tem muita representatividade. Não apenas a comunidade latina é mostrada ali, como também temos personagens LGBT, para ser mais exato o livro tem um triângulo amoroso LGBT. As dicas começam logo no começo do livro, que a Alex dá a entender que gosta e se importa com a Rish como um pouco mais do que uma amiga e isso se confirma conforme a história avança. No entanto, para minha infelicidade, a parte do triângulo formado pelas duas não soou muito natural e eu não fui muito fã das duas como um casal, faltou química e pareceu um tanto forçado. O que é uma pena, porque quando elas começaram a dar sinais de que seus sentimentos talvez fossem além da amizade, eu fiquei realmente animada, mas, mais uma vez, em relação aos seus personagens, Córdova errou a mão.

No caso, apesar de todo instalove, Nova pareceu muito mais interessante porque foi ele, juntamente com a Alex que evoluiu bastante na história, a Rish muitas vezes parecia estar ali apenas para um alívio cômico em alguns momentos e completamente perdida em outros, a ponto de fazer com que eu me questionasse o motivo dela estar ali. Talvez, se a menina tivesse um desenvolvimento um pouco diferente e nem tão presente, talvez as duas fossem um par perfeito, mas nesse livro, a sensação foi bem superficial, precisou de uma base maior além do que Córdova nos deu.

Espero que nos próximos livros, o relacionamento entre as duas passe a soar menos forçado e acima de tudo, que Rish passe a ter uma voz mais ativa e mais importante para a história, porque eu quero torcer pelas duas como um casal e acima de tudo, torço muito pela ideia desse livro e que ele evolua cada vez mais!

ASSINATURAFLAVIA

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