Diário de bordo · TRS pelo mundo

“Paris is a woman’s town, with flowers in her hair”

Como prometido, meus diário de bordo de Paris está indo a todo vapor, hehe. Depois que as fotos foram escolhidas/editadas grande parte do trabalho foi poupada! Afinal, eu tenho todos os passeios e coisas que passei neles anotados no meu diário de viagem, por isso, eu só passo o que escrevi a mão pro computador e adiciono algumas dicas/curiosidades etc! 😀

Mas vamos ao que interessa! Dessa vez, vou contar para vocês o que fiz em alguns pontos da cidade de Paris, como por exemplo a Torre Eiffel! ❤

Catacumbas

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Esse era um dos lugares que eu estava mais ansiosa e curiosa para conhecer. Afinal, como não ficar intrigada com uma rede de túneis subterrâneos debaixo da cidade e acima de tudo: a parte dos ossos. Muita gente me chamava de louca por estar mais empolgada com o subterrâneo parisiense do que a Torre Eiffel, por exemplo, mas fazer o que, eu sou estranha mesmo haha.

Eu comprei o passeio daqui do Brasil, com hora marcada, porque a fila para entrar nas catacumbas é absurda. Além do mais, o passeio contava com um guia (em inglês) que explicava tudo pelo caminho — e era super gente boa —, além de direito a entrar em alguns lugares “especiais”, destinados apenas para quem pagava por esse acompanhamento, o que eu indico fazer, porque é um daqueles lugares que merecem uma pessoa explicando e contando sobre a história.

Nas “salas especiais”, encontramos um local com esculturas de um soldado francês que ficou preso durante dois anos em uma prisão e quando saiu, esculpiu a vista de sua cela. Ele queria que todos pudessem ver sua escultura nas pedras do subterrâneo, mas acabou morrendo quando estava abrindo espaço para chegar até o local, em um desabamento.

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a qualidade está meio ruim porque foi tirada do celular, no escuro

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Andar 20m abaixo da superfície e ver o tanto de história que ele passou e a quantidade de pessoas que andaram por ali é realmente impressionante. É quase como ser transportada para um outro tempo, um outro mundo. Fora que ali, naquele escuro e naquela imensidão faz a gente ter várias ideias para histórias de aventura e terror, haha. Ah, lá não é nem um pouco claustrofóbico, a gente pode andar normalmente sem precisar abaixar e os túneis são largos.

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Um pouco sobre a história do subterrâneo: as catacumbas datam de mais ou menos a época da invasão Romana na cidade e foi usada muito durante a ocupação dos nazistas na Segunda Guerra Mundial, tantos pelos alemães quanto pela Resistência Francesa. Curiosamente, apesar dos túneis receberem o nome de “catacumbas”, apenas parte dele é formada por ossos, que por sinal é pelo que ele é mais famoso. Eu mesma esperava que o caminho todo fosse feito de ossos, mas ainda assim, é de surpreender.

A ideia de transformar o subterrâneo em uma espécie de cemitério veio na metade do século XVIII. Cada igreja em Paris tinha um cemitério, mas depois de séculos e mais séculos de gente sendo enterrada (e vamos combinar, naquela época morria muito mais pessoas) e com o crescimento populacional da cidade, os cemitérios começaram a ficar superlotados, então foi aí que decidiram transportar as ossadas já existentes para os túneis.

No começo era tudo bem bagunçado, mas na época do Império (lá pra 1810) eles fizeram a organização que conhecemos, com desenhos e tudo bonitinho. Os ossos maiores como a tíbia e o fêmur ficam na frente, junto com os crânios e os ossos menores e irregulares ficam por trás da parede que a gente consegue ver. Há uma parte destinada a ossos da Revolução Francesa e aí as coisas ficaram um pouquinho complicadas: muitas daquelas pessoas morreram e já foram depositadas ali embaixo (temos inimigos descansando juntos), ou seja, ainda não eram esqueletos. Os ossos precisaram ser retirados da carne para que isso acontecesse e a tarefa ficou com alguns presidiários em troca de redução da pena ou regalias.

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E o que aconteceu com os cemitérios de onde os corpos antigos foram retirados? Bom, se vocês repararem, ao lado de cada igreja tem um mini-parque, normalmente um playground para as crianças. Então, se vocês passarem uma igreja e o playground, já sabem, ali era um cemitério. Hehe

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A Torre foi mais um passeio que eu comprei antecipadamente, porque a fila ali também é de matar. Mas a vista, ela vale muito a pena. Em especial porque Paris tem essa lei que os prédios não podem ser maiores do que sete andares e isso dá um toque todo especial à cidade vista lá de cima, cujo os monumentos mais altos são a Sacre Coeur e Notre Dame.dsc_0105

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Por conta dos atentados terroristas, a segurança da Torre ficou muito grande. Quase passamos por um sistema de aeroporto para poder enfim conseguir entrar na parte debaixo dela, que eu descobri que antigamente era um local de livre acesso, mas que hoje é cercado e repleto de seguranças e policiais. Tive que passar por vistoria de bolsas (mas isso também acontecia até para entrar em lojas) e até raio x. Entrar com líquidos ali? Nem pensar.

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Uma coisinha que me decepcionou um pouco foi o chão de vidro, que foi inaugurado recentemente. Eu esperava algo muito maior e mais transparente (?). Ok, eu entendo que existem pessoas com medo de altura que só a ideia de um chão de vidro àquela altura é tortura (eu tenho medo de altura também, mas eu preciso me sentir segura no lugar, ou seja, prédios e chãos de vidro assim não me assustam, agora, subir escadas de monumentos históricos que geralmente são de pedra escorregadia, nope, se eu subo, eu não desço haha). Lá foi um bom lugar para sentar e ler um pouco, pelo menos. haha.Processed with VSCO with a6 preset

Na Torre eu consegui conversar com algumas pessoas de outros países e foi uma experiência bem legal. Durante a subida, com os guias, conversei bastante com um casal Canadense e na descida, uma menina de Israel que estava aprendendo a falar português veio falar comigo e com meu pai. Ela contou um pouquinho sobre o clima, perguntou bastante do Brasil…eu adoro conversar com pessoas de fora assim! Para mim, além da vista, foi a coisa mais legal em visitar a Torre Eiffel, haha.

Palais Garnier/Ópera Garnieropera

Eu fiquei hospedada há alguns quarteirões do Palais Garnier (ou Ópera Garnier) e eu não cansava de admirar a construção desse lugar, mesmo depois de ter visitado. Para quem não sabe, a Ópera Garnier é o local onde se passa a história de Gaston Leroux, o Fantasma da Ópera e eu sou simplesmente apaixonada por ela, em especial pelo musical! Tenho o filme em dvd, o cd e já assisti algumas vezes à peça.

Masquerade! Faces papers on parade
Masquerade! Faces papers on parade

O local por dentro é lindíssimo e as salas que a gente visita também. Lá podemos alugar um audioguia e acompanhar um pouco da história. Minha frustração, no entanto, foi não poder ter conhecido os bastidores ou ter um tour voltado para a obra de Leroux — esse segundo para mim seria um sonho, haha. Mas é uma das minhas grandes indicações para quem for para Paris, porque lá existe tanta coisa para fazer que algumas podem passar batidas ou não darem tempo (aconteceu comigo isso com outras atrações hehe), então, se vocês forem para a cidade e se interessarem, não deixem de fazer esse tour na Ópera Garnier! Vale muito a pena!

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Uma curiosidade, o lustre, uma das coisas mais famosos da Ópera, realmente desabou e foi o que inspirou a famosa cena d’O Fantasma da Ópera. dsc_0043

E o post dedicado à atrações na cidade de Paris chegou ao fim. Nos próximos posts vou falar de Versailles, Giverny (meu lugar favorito), Disney e claro, de algumas das livrarias que visitei por lá! Espero que estejam gostando desses posts sobre a viagem! Vocês podem ler as primeiras partes clicando aqui, aqui, aqui e aqui. E se quiserem ver o resto das fotos, também podem clicar aqui porque postei mais no meu Flickr (além de um pouco de spoiler sobre o que vem pela frente no blog, haha). ❤

ASSINATURAFLAVIA

2 comentários em ““Paris is a woman’s town, with flowers in her hair”

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