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“Eu proclamo santuário”: as Igrejas de Paris

Depois de muito enrolar (desculpem, mas é que esses últimos meses têm sido um pouquinho complicados, haha), finalmente os posts sobre minha viagem de Paris estão de volta! E agora que já arrumei a parte mais difícil (edição de fotos) fica mais fácil deles efetivamente virem pro blog! Yay!

No post de hoje vou falar um pouquinho sobre algumas das igrejas mais populares de Paris, aquelas que a gente precisa visitar mesmo não sendo católico porque simplesmente são marcos históricos e arquitetônicos!

Saint Chapelle

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A Saint Chapelle é a menos popular entre as três, mas para mim, foi a mais bonita! Ela fica no Palais de Justice (e bem perto de Notre Dame) que também é onde ficam as principais instituições jurídicas da França. Atualmente, há dois grandes marcos turísticos ali: a Saint Chapelle e a Conciergerie que faziam parte da antiga residência real (e sede do poder) entre os séculos X e XIV. Já na época da Revolução Francesa, a Conciergerie foi a prisão onde diversos nobres foram presos e julgados, inclusive, foi lá que Marie Antoinette passou seus últimos meses antes de ser guilhotinada.

Na Conciergerie, a gente pode visitar representações das celas dos prisioneiros, conhecer um pouco como era a vida das pessoas que foram presas ali (spoiler: nada legal mesmo), visitar uma sala com o nome de diversas vítimas da Guilhotina na época da Revolução e também, o local favorito de muita gente: visitar a cela de Marie Antoinette que dizem ter sido mantida praticamente do mesmo jeito que era na época. Vou confessar que fiquei bem frustrada por não ter prestado tanta atenção assim nas aulas de história sobre a Revolução e porque esqueci de muitas coisas, haha.

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Mas para mim, o mais incrível foi um salão que me lembrou tanto de Hogwarts. Se eu fechasse os olhos e ignorasse as pessoas ali em volta quase poderia fingir que recebi minha coruja, haha. Assim como também, sempre que visito esses lugares históricos, eu tento imaginar como era a vida ali nos tempos antigos. Alguns lugares são mais fáceis, outros, como a Conciergerie, não — afinal, ela passou por TANTAS mudanças.

Vai dizer que não parece Hogwarts? haha
Vai dizer que não parece Hogwarts? haha

Já a Saint Chapelle, fica um pouco afastada da Conciergerie e é um dos lugares que mais vale a pena visitar. Ela é relativamente pequena (mas ainda assim, um pouco maior do que minha visão de capelas costumam ser) e seus vitrais, motivo pelo qual é famosa, são maravilhosos! É um local que realmente vale a pena conhecer porque ela por si só é uma obra de arte, já que todas as imagens dos vitrais, assim como estátuas etc. não estão ali por um acaso: juntas, elas retratam a história da bíblia. É um trabalho emocionante, especialmente aqueles vitrais e quando o sol bate neles e reflete dentro da capela…é um daqueles lugares simplesmente imperdíveis!

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Os vitrais são maravilhosos
Os vitrais são maravilhosos

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Para visitar a Conciergerie e a Saint Chapelle é preciso comprar um ingresso e é preciso sair de um para ir para o outro, mas eles ficam na mesma rua, mesmo quarteirão. Minha dica para quem for visitar é começar pela Conciergerie, pelo menos no dia que eu fui (em julho, ou seja, alta temporada) lá estava muito mais vazio e a fila da Saint Chapelle era enorme, mas eu nem precisei pegar porque já havia comprado o ingresso para as duas.

Notre Dame

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Fui conseguir conhecer a grande catedral de Paris por dentro quase no último dia da viagem — e por causa do meu medo de altura, não consegui nem pensar em subir até o topo para ver a cidade, embora dizem que a vista seja linda —, já que é um dos lugares mais procurados pelos turistas e como não dá para reservar um horário como outros tantos, o esquema é enfrentar as filas gigantescas para visitar (me falaram que um dos melhores horários é bem cedinho, mas eu fui no fim da tarde e as coisas por ali estavam bem tranquilas).

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Como eu fui lá em um domingo, dei a sorte de pegar o começo de uma missa do fim da tarde e minha sorte não foi porque sou católica e sim porque tive a oportunidade de ouvir o órgão tocar, além de um cantor lírico com uma voz linda. O som do órgão pela catedral tem um efeito de tirar o fôlego e assim como a música, faz jus para a grandiosidade da catedral. É realmente emocionante e sequer parece que uma missa que estava começando e sim um concerto.

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Engraçado que Notre Dame, na minha cabeça sempre foi de uma cor “mais escura” e a culpa disso talvez sejam as cenas mais darks do Corcunda de Notre Dame da Disney haha. E graças ao desenho também, eu senti como se já conhecesse o lugar muito bem e quase podia visualizar a Esmeralda cantando God Help the Outcasts…uma pena eu não conseguir subir, porque tenho certeza que eu teria imaginando o Quasimodo cantando a melhor música do filme, Out There, haha.

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Foi dentro de Notre Dame que eu finalmente encontrei algo falando sobre a Joanna D’Arc. Uma estátua linda e foi ali que senti pela primeira vez, a necessidade de acender uma vela. Eu senti muita falta de ver mais coisas dela durante a viagem.

Sacre Coeur/Montmartre

Vou confessar um pouco. Tanto o bairro de Montmartre como a Sacre Coeur não eram lugares que eu realmente estava animada para ver, já que na minha primeira passagem por lá, ainda no ônibus de turismo, foi um bairro que não me atraiu em nada. Eu estava ansiosa para ver o Moulin Rouge, por exemplo, mas a região dos cabarés me decepcionou muito e achei que só passar por ali estava bom. No entanto, eu não estava sozinha na viagem e meu pai queria conhecer a Sacre Coeur.

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No entanto, tanto ela quanto o bairro acabaram me conquistando. Não onde os cabarés ficam e sim o localda catedral e a Place du Tertre (que é a região mostrada no filme da Amélie Poulain). Lá é o local mais alto de Paris e a vista da cidade (com direito a uma visão da Torre Eiffel) são realmente sensacionais. Fora as galerias de arte, restaurantes e artistas de rua. Ali também está localizado o museu Dalí de Paris, um lugar digno de visitar.

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Explorando as ruas de Montmartre

Quanto ao interior da Sacre Coeur, depois de ter ido em Notre Dame e na Saint Chapelle, confesso que não achei nada demais. As duas, infelizmente dão de 10 a zero nela, haha. Mas a arquitetura exterior dela é realmente bonita e diferente das duas jóias góticas de Paris. Minha dica seria visitá-la antes de conhecer Notre Dame ou a Saint Chapelle, já que elas com certeza ofuscam a Sacre Coeur que tem como real beleza a região externa.

Eu sei que demorei milênios para continuar os posts da viagem, mas prometo que agora vou tentar coloca-los todos aqui no blog pelos próximos dias! Obrigada por terem lido e acima de tudo, se puderem dizer o que acharam, vou ficar super feliz em saber! ❤

ASSINATURAFLAVIA

3 comentários em ““Eu proclamo santuário”: as Igrejas de Paris

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