Cinema e TV · Dica da semana

Televisão: Vamos falar sobre Outlander?

SERIE

Era uma vez a Renata que, por algum motivo, viciou em livros de Romance Histórico e em em busca por algo mais profundo e bem escrito caiu de paraquedas em Outlander. Pela falta de tempo para fazer uma leitura bacana do livro, Renata optou por assistir a série, já que ela tinha dois dias livres e são apenas 16 episódios.

A inocência de uma pessoa que acha que vai conseguir assistir dois ou três episódios de uma série no final de semana, ficar entediada e desistir antes do domingo acabar é até engraçada.

Hoje estou aqui para dar o meu depoimento sobre esta incrível experiência chamada Outlander e lógico, indicar este retiro espiritual para todos vocês.

E eu, Flavia, precisei entrar no meio desse post porque, apesar de ter assistido um pouco do primeiro episódio quando saiu, acabei largando porque os primeiros 15 minutos não me prenderam muito, mas foi a Renata falar do Jamie (aquele cara que de tanto ver pela internet você nem conhece, mas já considera pakas) e como ele era ainda melhor do que nas fotos e como a série era boa, foi o que me convenceu a realmente assistir. E posso falar? Melhor coisa que me aconteceu em tempos (ou pior, dependendo do ponto de vista, socorro).

Vai ter textão? Vai ter textão.

Outlander é um romance histórico de fantasia, escrito por Diana Gabaldon, que conta em ordem cronológica, a viagem no tempo que a Claire Randall, uma simpática enfermeira da Segunda Guerra (1945), faz para 1743 enquanto viajava com seu marido pela Escócia. Isso, ela volta 200 anos e não tem chuveiro elétrico lá ainda. Em 1945 ela é casada com o Frank Randall e com o fim da guerra os dois resolvem viajar para a Escócia para uma segunda lua de mel, mas ela acaba tocando aonde não devia e vai parar em 1743.

E é neste lugar sem chuveiro elétrico que ela conhece o Jamie Fraser, ou como os estudiosos da ciência preferem chamar, o sonho que virou realidade. Por motivos históricos e da violência comum sofrida pelas mulheres naquela época, a Claire é “forçada” a se casar com o Jamie (e isso não é spoiler, pelo amor de Deus), ou seja, não tinha Netflix na época, mas quem precisa disso quando existe o Jamie Fraser?

A série mostra a trajetória da Claire enquanto ela busca explicações para o que aconteceu e uma forma de voltar para o ano de 1945 e o seu marido sem sal, Frank, porém quando a oportunidade de resolver esse problema de uma vez por todas lhe é dado, ela… Ok, isso talvez seja spoiler, então corre assistir e descobrir o que ela escolheu fazer! Embora você já saiba mais ou menos…

Gostei da forma com que a série lida com certos assuntos, bem pesados eu diria, como o estupro (de ambos os sexos), a violência, o machismo e como o poder era conduzido na época. Sim, eu sei que é baseado na história da Escócia, Inglaterra, etc, mas a maioria das séries (e eu não estou falando de Game of Thrones porque é pura fantasia) pegam leve em alguns aspectos mais agressivos… Outlander, por outro lado, adora um gore e cutucar em assuntos difíceis.

Vamos falar um pouquinho sobre os personagens agora? Vamos.

A Claire (Caitriona Balfe) é a legítima heroína que faz tudo por todo mundo e geralmente leva a pior no fim das contas.

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Ou seja, a Claire nunca fica esperando para ser salva…por ninguém. Se ela precisasse viver sozinha em 1743 provavelmente sobreviveria de alguma forma. Porque a personagem é dessas, pelo menos na série, forte e decidida, o que torna o enredo bem mais interessante se comparado com o que vemos geralmente, especialmente em romance histórico.

F: A Claire tornou-se uma das minhas personagens favoritas! A Cait (porque eu sou íntima já, é claro haha) é super carismática e ela por ser totalmente independente e badass, é simplesmente sensacional! Ela é uma das melhores coisas dessa série porque, apesar de ser do século XX, tem a cabeça do século XXI e é tipo, aquele tipo de personagem pra aplaudir de pé. Ela defende o feminismo de uma forma magnífica, extremamente natural. Digamos que ela não tem só a mente mais pra frentex do que a galera de 1700, como também dá o pau nas mulheres de 45. A típica heroína com a cabeça muito mais evoluída do que o seu tempo (ou tempos, no caso haha), mas não aquela coisinha boba e forçada, pelo contrário. Claire é a melhor!

O Frank Randall (Tobias Menzies), ou água de chuchu, só existe para causar pesadelos, especialmente quando a versão de 1743 do personagem aparece, conhecido como Jack Randall e aquele ser humano que a gente torce para ser eliminado do reality, mas sempre dá um jeito de voltar do paredão. Sim, eu fiz essa analogia.

F: Eu preciso comentar também que o Toby (oi?) é o MELHOR ator dessa série, sério. Eu não gosto dos personagens que ele faz, longe disso (sim Randall, estou falando com você e em como te odeio com todas minhas forças e estou aqui torcendo por uma morte lenta, sofrida e com muita, muita dor), mas a verdade é que esse cara simplesmente se transforma na hora de fazer os dois personagens. Juro, ele muda completamente de uma forma que…eu ainda estou impressionada. A expressão do Frank é super leve e até boa, enquanto do Randall, você pode ver o ódio e loucura nos traços do ator a ponto da gente conseguir diferenciar os personagens super bem e não odiar o Frank alok só porque ele é interpretado pelo mesmo cara. Juro, palmas para Tobias Menzies, que faz dois personagens tão diferentes e ainda assim consegue ser outra pessoa total em cada um deles.

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E por último, porque o melhor sempre fica para o final, Jamie Fraser (Sam Heughan).

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A série é interessante historicamente? Com certeza! As paisagens são lindas? Super! O enredo é viciante? Sim, especialmente porque a gente quer que a Claire consiga se dar bem em 1743. Os personagens secundários são o máximo? Em especial a Janet Fraser.

Mas NADA se compara ao monumento histórico que é Jamie Fraser.

Não sei se a construção do personagem na série é a mesma do livro, então minha opinião é completamente baseada na série. E com o que eu observei, depois de vários estudos que fiz, cheguei a conclusão que o Jamie é o Mr. Darcy da atualidade (?) hahaha A figura masculina que não existe, mas que a gente quer mesmo assim.

O personagem começa tão inocente e ao longo da primeira temporada cresce em diversos aspectos, mas apesar de todo o terror psicológico e físico que enfrenta, a essência primária dele não é completamente destruída… O que, ao meu ver, faz toda a diferença na série.

F: Jamie Fraser…onde será que eu posso encontrar um desses na vida real? Eu estou num sério problemas de depressão por saber que simplesmente não existe nenhum cara por aí, porque sabe o que é perfeição? Então.

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Se você está atrasado para a festa como eu estava e ainda não assistiu Outlander, te dou a feliz notícia de que a primeira temporada está disponível na Netflix, a segunda já foi lançada, mas a terceira só vai ao ar em 2017. Se você é do futuro e quiser me contar como a terceira temporada ficou, deixa um comentário, eu fico super feliz!

E se você é do presente e quer surtar sobre Outlander comigo, por favor, deixa um comentário também porque a única coisa que eu tenho feito nos últimos três dias é surtar.

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2 comentários em “Televisão: Vamos falar sobre Outlander?

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